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sábado, 14 de novembro de 2009

Momentos no Vento das Pedras

Sopra e Cai. Ele .

O frio que ao longe sente-se aqui no alto, frio do Sol que cai.

Luz do vento que se põe.

Milhares de dias em sombras, milhares de sons na Luz.

O Vento que move todas as sombras.

Dos velhos sacerdotes que traziam o sopro, e A Luz que te ilumina.

O Sol, passou hoje por aqui.

( Jos Almeida)

Mago da Lua

Photo de:, Jorge Trabulo Marques

in Photo ABA e Jos Almeida, Pedra Do Equinócio, Pedra da Cabeleira, Chãs, Vila Nova de Foz Côa

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pêgo das Pias, as lagoas sem fundo


Localização, 37º 38' 30'' Norte, 8º 37' 08'' Oeste, Odemira.

(lat=37.6443294629, lon=-8.61259663299).


Para se “apanhar” a estrada que nos leva ao Pêgo das Pias há que seguir a direcção de Odemira-S.Luis. Logo no acabar da lindíssima ponte em arco sobre a Ribeira do Torgal, virar à direita e seguir sempre a linha de agua desta ribeira, as lagoas distam cerca de 1,5 km.
A paisagem é deslumbrante, aqui sim, faz-se notar que estamos de facto numa reserva natural incluída na Natura 2000.
As margens da ribeira do Torgal, principal afluente do rio Mira, permitem que se percorram a seu lado até ao Pêgo das Pias, quer pelo lado direito quer pelo lado esquerdo. Optámos pelo direito.
Não é forçoso um veiculo 4x4, mas este poderá tornar a viagem bem mais interessante, com alguns desvios permitidos em outras direcções nas proximidades da ribeira.
Chegar ao Pêgo das Pias é dar com um local Iniciático, Druídesco, sem duvida.
O seu nome tem origem em algumas cavidades na rocha, em formato circular provocadas pelos remoinhos quando o nível de agua esteve bem mais superior, deduzo que talvez mais uns 8 a 10 metros acima do actual, avaliando as marcas deixadas pela agua nas escarpas superiores.
O caudal seria muito forte, devido ao declive da zona e, a passagem nesta garganta da serra originaria grandes remoinhos que perfuravam a rocha calcária.
Desconheço por enquanto a profundidade actual das lagoas que formam este cenário idílico, mas a agua totalmente escura (preta) pode iludir e tornar perigoso o local. Algumas rochas notam-se muito mal e estão à superfície, para quem salta do cimo da escarpa para dentro de agua é muito perigo.
Estou a preparar um mergulho de reconhecimento das lagoas e da fauna submarina. Primeiro irei avaliar em apneia a profundidade e só depois se, se justificar, mergulharei com ar comprimido.
O Fundo das lagoas terá uma grande sedimentação de folhas, diria mesmo de alguns metros. Não creio que a profundidade da lagoa primária a mais profunda, ultrapasse os 4 metros.
Não acredito que o caudal de Inverno consiga demover a folhagem a tal profundidade, devido à compactação.
Nesta lagoa, salta-nos logo à vista a pedra central ainda numa zona de baixa profundidade, que deduzo se terá deslocado por queda devido a algum terramoto de uma zona superior da escarpa da serra do lado direito. Irei avaliar este fenómeno porque, num promontório à direita desta lagoa, existe um outro bloco de pedra de grandes dimensões que já não estou tão certo se veio do alto da serra, ou sim se foi deslocado pela força da agua. Embora menos provável isso seria algo de gigantesco.
A Lenda.
Diz a lenda que os Mouros ali deitaram um grande Tesouro, quando da fuga aos cristãos, estando guardado por uma "moira encantada".
O local seria de grande guarda, pois as lagoas não têm fundo, diz o povo.
Por este Tesouro aguarda-se que venha ao de cima nas noites de S. João.

Os populares deslocam-se nessa noite ao local, na expectativa de o verem e, beberem da agua da ribeira que ganha virtudes e propriedadas curativas.

( lenda sintética da "Lenda da grade de ouro, S.Luis").

Mago da Lua

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Duomo di Siena

La Cattedrale di Santa Maria Assunta

Quando a visitei em 1990, não consegui conter as lágrimas ao nela entrar.
Não por ter qualquer conotação religiosa de espécie alguma, antes pelo contrário.
Foi pela imensa beleza deste trabalho do Homem, todo ele dedicado ao Deus, como sempre.

A Catedral de Siena apresenta uma conjugação de variados estilos arquitectónicos e artísticos.
A sua construção prolongou-se cerca de trezentos anos, do século XIII ao século XV, as verbas para as obras de construção foram doadas pela população ao longo dos tempos.
A parte inferior da sua fachada, de tripla arcada e três portais, românica, contém estátuas de Giovanni Pisano.



Duomo di Siena


A parte superior do frontispício, de estilo gótico flamejante, é da autoria de Giovanni Cecco, e o remate das três cúspides ornadas com mosaicos de 1877, são de Castellani.
Na cúspide que coroa o espaço central está representada "A última ceia" no vitral da rosácea.
O campanário foi desenhado por Agostino di Giovanni e Agnolo di Ventura.
No interior da planta de cruz latina, é notável o trabalho dos mármores coloridos, que repete esquemas já usados na fachada.


O pavimento da Catedral é de sonho, foi produzido pelos artistas Giovanni di Stefano, Neroccio di Bartolomeu, Antonio Federighi (Pinturicchio), Francesco de Giorgio e Domenico Beccafumi, que utilizaram a técnica de mármores embutidos para produzirem paineis que mais parecem telas (1372 e 1562).

O altar-mor é da autoria de Baldassare Peruzzi (1532) e o tabernáculo é atribuído a Vecchietta (1467-1472).


Hermes Trimegistus - Painel de Giovanni di Stefano

Não consigo descrever por palavras o que se consegue "ver"....até hoje foi de tudo o que mais belo vi, o mais maravilhoso, é puramente incrível.
Não há nada tão magnifico como o interior desta Catedral, de mármores verdes, rosas, vermelhos, pretos…um arco íris em pedra.

Praça de Siena

Neste dia que visitei a Duomo, pude ainda ver mesmo em frente, do outro lado da rua, num hospital, a marquesa em pedra mármore, rosa, onde Da Vinci dissecou os primeiros cadáveres para estudos de anatomia.
Fui torturado com arte neste dia.....



Mago da Lua

 
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