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sábado, 24 de maio de 2008

Jean Michel-Jarre...cá, no bairro

Por fim, alguma alminha conseguiu trazer cá o Mago.
Dia 25 Abril de 2008, um dia inesquecível para quem sempre sonhou ver ao vivo este musico, não só nos seus mega concertos e isso ficará para uma próxima vez, penso, mas acima de tudo sentir como se faz tudo isto ao vivo.
Colocar em perfeito funcionamento estes Sintetizadores tão velhinhos é...Obra.
Jarre, como em tempos já disse, trouxe ao Coliseu de Lisboa, o álbum Oxygene 1-6 e dois temas do Oxygene 7-13…foi memorável.


Deixo o meu comentário pós concerto publicado no blog do Jean Michel :

Hi Jean Michel,
Six of your "Jarredependents" went to see you at the Coliseu dos Recreios in Lisbon!!Awsome!Great concert! We were extatic. It was incredible for us to see you play live the RMI harmonic synthesizer at your right side. Also incredible was to see you play alone on the portable MOOG!!! Amazing as always all of you are not only great musicians and performers but most specially wonderfull persons who care so much with the mother GAYA.One of these days when you will wake up with nothing to do (almost impossible, we bet!) and it comes to your mind to scare your neighbours cat please go and listen to my music in
http://www.myspace.com/josalmeida.Bye and thank you for having created "Chronologie IV".
Jos

Photos de : Pedro Azevedo

Videos, Coliseu de Lisboa 25 Abril 2008

THE DAY

Videos de : Pedro Azevedo e António Almeida


OXYGENE II


OXYGENE XII



Mago da Lua

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Jean Michel Jarre, no Coliseu em Lisboa

Jean Michel Jarre - OXIGENE , 25 de Abril – 21h30, Coliseu de Lisboa.

Jean Michel Jarre pela primeira vez em Portugal, que pena, não ser um Mega espetáculo dos seus habituais.
Oportunidade única para assistir a um dos pioneiros da música electrónica!
Jean Michel Jarre, é sem dúvida, um dos músicos mais extraordinários do mundo.
Vanguardista, dotado de uma enorme capacidade de inovar, tanto a nível de composição musical, como em criar um mega espectáculo de música.
É responsável por um número de recordes do Guinness, e vendeu estimadamente 80 milhões de álbuns e singles ao longo da sua carreira.



Bilhetes
Cadeiras de Orquestra 100€
1ª Plateia 60€
2ª Plateia 50€
Balcão Central 45€
Balcão Lateral (S/ Marcação (Visibilidade Reduzida) 35€
Galeria de pé 25€
Camarotes de 1ª Frente (6 pessoas) 240€
Camarotes de 1ª Lado (5 pessoas) 175€
Camarotes de 2ª Frente (6 pessoas) 225€
Camarotes de 2ª Lado (5 pessoas) 175€




Reserva de Bilhetes Coliseu - Tel.: 21 324 05 80 (das 10H00 às 19H30 2ª a 6ª feira).

Já aqui tinha "falado" deste trabalho de Jarre, podem dar um look de novo.

E sobre toda a produção de Oxygene tambem "falei" aqui.

Mago da Lua

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Regresso ao Oxygene

Numa esplêndida tarde de Domingo, lá fui a convite do ABA ouvir em casa de uma amiga comum o Oxygene 2007, do também amigo comum de longa data Jean Michel Jarre :).
Isto porque a nossa querida amiga tem Dolby a 5.1, o que, muda tudo.

Agora… óh Jean Michel, pá……espera aí, está bem eu percebo, mas hoje em dia permite-me, 96kHz e 24bit, já não é o que há de mais alta resolução, há mais resolução,( por ex 96kHz 64bit), e há placas de audio a fazer mais que 96kHz em baixa latência.

Mas eu percebo e é verdade o trabalho está em altíssima resolução.
O que vos posso dizer sobre isto é que de som, há mesmo muito tempo que não ouvia nada igual é gigantesco....aliás, eu nunca ouvi nada assim.

O trabalho de gravação, todo digital está grandioso, quer o CD quer o DVD.
A parte do DVD está muito bem conseguida, Jarre faz um concerto só para nós.

Percebi que tem ajuste de montagem de vídeo, não é um único acto continuo, mesmo tipo LIVE.


Mas também não são assim tantos, contei 5 cortes na montagem.
Mas dou a nota máxima, MÁXIMA.
Ficamos colados ao TV……”..Zé senta-te..”.


Permitam-me só vos dizer como se passa das máquinas analógicas de Jarre para digital em alta resolução.

O sinal eléctrico de áudio, é tomado à saída dos sintetizadores e entra num conversor A/D, dai sai em sinal ADAT ( em principio ) para o sistema de mistura que é totalmente digital.
Todos os ganhos de sinal, todos os efeitos e tratamento de ruído é em digital.
O resultado final é este grandioso som……mas mesmo grandioso, está demais.
O preço final deste conjunto é incrível 17 Euros para pagar o CD.
Há também a versão em 2D e 3D do DVD, com muitos extras.

Mago da Lua

domingo, 2 de dezembro de 2007

Viagem pelo O2


Depois de ter lido no Luminescências sobre o lançamento do novo Oxygene de Jean Michel Jarre, comemorativo dos 30 anos da primeira versão deste trabalho (1976), lembrei-me de colocar um pouco de luz sobre como são obtidos os sons em Oxygene, bem como em outros trabalhos dentro do género.

Oxygene é uma referência na musica do final do Séc. XX.

Jarre direcionou-se numa abordagem ecológica na grande maioria dos seus trabalhos.
Oxygene 1-6, permitam-me, nasce numa altura do século em que a ciência começa a entender e a despertar para novos cuidados ecológicos - veja-se a capa de Michel Granger ele próprio um ecológico nato (o seu tabalho Terre é demonstrativo).
A Terra está morta!



Mais tarde em 1997, Oxygene 7-13 demonstra uma consciêncialização total do Homem na protecção do planeta, tendo-o como seu coração.


Mensagens á parte, o que pretendo é abordar a técnica, nomeadamente a instrumentação usada em ambas as gravações.

Jarre é um pioneiro no som sintetizado, como instrumentista.

A par de outros músicos do início da década de 70, utilizou a manipulação total de timbres para atingir sons diferentes dos á data conhecidos.

Lembro de ouvir o seu primeiro trabalho editado em LP - Oxygene - e atentar nos nomes de instrumentos, Synthesizers.
Claro que naquele tempo não era fácil chegarmos a uma perfeita visualização de tudo isto, tal era a diferença da música que com dificuldade se imaginaria o instrumento.


Com 14 anos, na altura, não estava propriamente a dar os primeiros passos nestes novos sons, tinha já a iniciação de Heaven and Hell e Albedo 0.39, de Vangelis, onde se fazia referência aos tais Synthesizers.

Mas Jarre decomponha-os :

A.R.P.Synthesizer, A.K.S. Synthesizer, V.C.S.3 Synthesizer, R.M.I.Harmonic Synthesizer e muito mais... uma ficha técnica brilhante para a altura.

A primeira vez que vi e pude tocar em sintetizador, mais ou menos por estas alturas e perceber um pouco da fisionomia e técnica destes equipamentos foi uma bela tarde inesquecivél no Custódio Cardoso Pereira no teclado de um Crumar.

Disto recordo que toda a gente que se encontrava dentro da loja, ficou colada ao cordão vermelho, que a separava da zona de exposição.
Fui convidado a voltar e demonstrar o aparelho....fiquei alguns dias sem dormir só de pensar.
Estava traçado o meu destino e objectivo na vida: Criar música electrónica!

Adiante...

Os sintetizadores de Jarre e todos os outros claro, têm uma base de trabalho comum: O Oscilador (e as formas de onda para o oscilador), o Filtro e o Amplificador, ( tudo isto dependendo do aparelho pode ser dito no plural).

Partindo de um timbre instrumental (nem sempre) poderemos traçar vários percursos para o som dentro do sintetizador, fazendo-o percorrer um conjunto de áreas electrónicas que modificam o som de base, até ele sair no sistema de pré-amplificação e ser audível.

O principal manipulador da onda do som (ainda em sinal eléctrico), está na área dos osciladores e muda a frequência do som.

O Oscilador ou gerador de ondas( tipo de onda eléctrica, serra, quadrada, sinosoidal..etc.) é o componente que, em princípio, gera um som único, contínuo, invariável, numa só altura, intensidade e timbre.
Quando accionado pelo teclado, o oscilador emite o instrumento de acordo com a altura da nota tocada no teclado.



Não querendo ser muito técnico, um dos fundamentais componentes de um sintetizador é ainda o Filtro.
Para moldarmos o timbre emitido pelo oscilador, vamos manipular um filtro de freqüências.
O som que sai do oscilador, qualquer que seja a forma de onda escolhida, costuma ser estridente, repleto de harmônicos.
Essas freqüências precisam de ser filtradas, até alcançarmos o timbre desejado.

O Filtro corta certas frequências do som e deixa passar outras.
O ponto de corte ou cutoff, que é a fronteira entre os sons que são cortados e os que permanecem, é móvel nos sintetizadores.

Isto permite que o músico defina, por exemplo, quais harmônicos de um som serão ouvidos.
O som do oscilador, quando passa pelo Filtro, é radicalmente alterado, pois muitos dos seus harmônicos estão a ser cortados.
O timbre muda fantásticamente ao movermos o controle do ponto de cutoff.
Não chateio mais com técnica.....haveria páginas e páginas a dizer...

A magia do som de Jarre está, a meu ver e isto é uma apreciação pessoal, nas colagens, método que também uso nas minhas composições.

Tentem aperceber-se por exemplo de dois sons próximos no tipo de timbre a deslocarem-se em R e em L ( esquerda e direita da audição) mas em que um deles a determinado momento é modificado pelo Filtro (altera-se...tipo rasgo), parece-nos que há uma abertura imensa na capacidade de destrinçar os sons ( eles quase não se distinguiam entre si, agora desdobram-se), é um efeito muito praticado por quem faz música electrónica.



A parte repetitiva das músicas de Jarre é feita por equipamentos designados de sequenciadores, hoje todos os sintetizadores incorporam em si esta área.
Trata-se de "desenhar" pelos vários compassos da música uma diversificação de notas que têm uma progressão variada ao longo da composição. ( Um bom exemplo é a passagem de Oxygene part I para a part II).
Por vezes o "andamento" de um sequênciador vai completar a linha melódica de outro, com sons diferentes - provocando uma "salada" de música.
Jarre não só utilizou muito bem a capacidade da mistura dos sons sintetizados e as suas mágicas colagens, bem como a capacidade na altura da mistura de audio. Foi em 8 pistas. Hoje em ambas as técnicas a possibilidade é infinita.

Oxygene 1-6 em si é um curso total de musica electrónica:


" Obrigada Mestre, tive gosto em te ouvir milhares de vezes, de cada vez descubro coisas novas !"

Está já na rua. Vou a correr comprar!!!



Entrevista a Jean Michel Jarre sobre Oxygene 2007



Mago da Lua

 
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