sábado, 20 de outubro de 2007

Tartessos, as nossas origens


Tartessos, povo do Sudoeste da península Ibérica, localizaram-se na zona compreendida entre Huelva, Sevilha, Cadiz e Almodôvar até á foz do Gaudiana, tendo a principal metropole algures na zona do rio Guadalquivir, sendo...

Tarta hoje talvez a cidade de Sanlúcar de Barrameda .


Tartessos era o nome dado pelos gregos ao povo desta zona, tinham influências quer Fenícias quer Egípcias na sua cultura, no entanto possuíam língua e escrita própria hoje estudada pela investigação mas continuando quase indecifrável.

Das poucas coisas que ainda se vão fazendo pela cultura aqui no bairro, existe agora em Almodôvar o Museu da Escrita do Sudoeste.

Dos achados destacam-se as estelas funerárias, sendo colunas tumulares em pedra de xisto colocadas ao alto nas sepulturas e onde eram feitas inscrições naquela escrita da Idade do Ferro no Sul de Espanha e Portugal.

Na Península Ibéria são conhecidas 90 estelas, 75 das quais descobertas em território português.

A destacar no espólio do museu, a estela da Abóbada, encontrada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de Gomes Aires, em Almodôvar.
Uma outra estela, a de São Martinho, achada no sítio arqueólogo com o mesmo nome, na freguesia de São Marcos da Serra, Silves.

Tem cerca de 60 signos identificados, o que permite considerá-la uma das mais extensas de escrita tartéssica.

O desaparecimento repentino desta civilização/cultura é ainda um mistério, mas pode dever-se à queda de Cartago então Fenícia, para os Gregos, na batalha naval de Alalia em 537 AC (Corsega), ou ainda um Tsunami.
Existe também a relação com a inviabilidade da própria economia,
crê-se pescas e metalurgia.

Mago da Lua

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Onde o meu coração sonha

Começa assim Awaken

High Vibration go on To the sun, oh let my heart dreaming Past a mortal as me Where can I be Wish the sun to stand still Reaching out to touch our own being Past all mortal as we Here we can be We can be here Be here now Here we can be

Confesso que não é fácil começar a ouvir Yes.
Então antigamente nos finais dos anos 70.
Eu lá peguei, mas só já no quarto álbum, os primeiros não entraram logo no ouvido.
Esta peça que aqui coloco em vídeo é do album
Going for the one de 1977, mas ao vivo em 1999.

É o álbum de regresso de Rick Wakeman aos Yes.
É caos musical, de tal maneira que acho de difícil audição.

O pior, digo, o melhor, é quando começa a entrar depois de a ouvirmos umas 3 ou 4 vezes e começarmos a perceber a harmonia do caos.

E isso é tão sublime que nem damos por isso, somente quando os cabelos dos braços se começam a levantar em arrepio.

Nessa altura apaixonamo-nos por esta complexa fusão de musica como se da nossa princesa se tratasse e onde todos os executantes nem sequer parecem ter tocado alguma vez juntos.

Tão pouco querem seguir a tónica ou dominante, mas de repente.....de repente estão lá....a dissonância desaparece e há um crescendo total em todos os instrumentos dando um sentido propósito á musica....uma plena ascenção.

E de musica passa a luz para não poder ser escrita, apenas sentida, e por Eles tocada, só por Eles.

Já tive a sorte de ver ao vivo. Nunca sonhei ser possível. Chorei tanto ... tanto .
Ergui os braços e senti-me voar com Ela mais uma vez.
Eu e o Paulo tínhamos prometido um ao outro que nem uma lágrima deitávamos.
Mas....as primeiras notas de piano do Rick, no concerto do pavilhão Atlântico tocadas pelo Igor Khoroshev foram muito mais fortes.

Para poderem apreciar atentamente a carga emocional desta obra, aconselho a atenção no segundo video, ao momento (-6.18)....
e (-4.25)... Fica esta ajudinha para verem se é verdade ou não, é sempre a subir uuuuhhhhh.
Só mais isto: Neste video, que é da tourné do album Union, estão as duas formações dos Yes em conjunto. A formação mais tradicional e a chamada formação New Generation.

Por isso vêem dois teclistas, Rick Wakeman e Tony Kaye, dois bateristas, Bill Bruford e Alan White, dois guitarritas Steve Howe e Trevor Rabin, claro Chris Squire no baixo e Jon Anderson na Voz.

Devido ao tamanho do ficheiro de video, este está repartido em dois.



Mago da Lua

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Visibilidade Zero



Ligamo-nos ao mundo real através da visão.


Conseguimo-nos ligar a outras "dimensões" através da hipnose controlada da visão.


A visão é o sentido mais informativo do ser, tudo nos diz.

Perdê-la ou reduzi-la é contra natura.


Não ver para além de determinado horizonte pode-nos incutir momentaneamente claustrofobia.
É mais isto que quero abordar, são mais aqui as minhas experiências.

A grande maioria dos mergulhos que se fazem na nossa costa Atlântica, são perto da visibilidade zero, principalmente fora do Verão.


Quando em tempos, mergulhava várias vezes por semana, quer nos cursos de mergulho quer nas minhas saídas de Caça Submarina, deparava-me com este truque da natureza, todo o sempre.

Não há mais desconfortante sensação que estar mergulhado sem nada ver á volta.
É tipo mergulho nocturno, mas pior, pois a lanterna de nada vale.

Vem a tal sensação de claustrofobia e como se não fosse o bastante ainda aquela.....que é isto que me tocou?

Claro que umas vezes até se suporta, outras nem por isso e abortamos o mergulho.

Já quando é a caçar, o gozo é maior, além de nada se ver, nem sequer os peixes, estamos em apneia e não vale mesmo a pena lutar contra qualquer sensação de medo. Há outras questões de concentração, e a retoma da superfície é constante.

Na apneia confrontamos mais o medo com as entradas das vagas ou os arrastões pelo fundo, tipo, de um lado para o outro, por vezes uma dezena de metros.

Tenho estado a falar de mergulho amador e de recreio. No mergulho profissional ou militar é precisamente a questão fulcral.

É nisto que a maior parte dos treinos insidem: Visibilidade zero!

Até porque é nisto que trabalham constantemente ... Máquinas..

Tive situações diversas no mar com visibilidade zero, nem todas graves, algumas até singulares e que nos fizeram rir.

Desde perder alunos, ou cair em cima de tubarões, ou quase me arrancarem todo o escafandro com encontrões de outros mergulhadores, de tudo um pouco me aconteceu.

Mas como recordação maior ficou o momento em que encontrei a "Montanha" a 1,5 milhas Nord-Este do Farilhão ( Berlengas). Já a procurava há anos!

A Montanha, como lhe chamo, é uma baixa que vem até
aos -12metros da superfície.

Um belo dia de Verão mas sem qualquer visibilidade, paramos mais uma vez o bote e procuramos um local com visibilidade para caçar.

Ali os fundos andam pelos -40 metros ao que me lembro. Pensando que não iria encontrar esta baixa mais uma vez e que ela existiria para lá dos -20 metros, descia descontraído e concentrado em total visibilidade zero, mas, toco de repente o fundo. Era a superfície da baixa a -12 metros.....morri de susto!!! Foi a pior sensação da minha vida, acho, e estava a mergulhar em apneia.

Tirámos todas as marcas e apontamentos de localização do local e voltámos dois dias depois com 30 metros de visibilidade, loucura.

Loucura loucura mas custou-me alguns pesadelos durante a noite.

E aquela sensação de acordar durante a noite e não sabermos onde estamos? Já alguém experimentou?

Aqui é quando o sistema da visão se liga primeiro que o do reconhecimento.......é horrível.


domingo, 7 de outubro de 2007

Armageddon


Estrelas com massas gigantes, superiores à do Sol, estão espalhadas por toda a galáxia.

Sabe-se que quando entram em colapso no fim de vida, emitem uma intensa onda de radiação raios-gama no espaço.
A intensidade dessa radiação e das partículas sub-atómicas que a acompanharão é tão grande que podem ter uma influência decisiva na Via Láctea e na vida na Terra.

Mais tarde ou mais cedo, um dia, uma catástrofe vinda do espaço eliminará toda a vida no nosso planeta, a periocidade tem sido de cem em cem milhões de anos.

Mas nós, com a mania das pressas estamos a dar uma mãozinha.

Toda a vida na Terra depende da existência da camada fina de um gás venenoso no alto da atmosfera: a camada de ozono.
Qualquer dano na camada de ozono permite que mais radiação UV-B atinja a superfície da Terra.
Ao longo dos anos 70 e 80, os cientistas começaram a suspeitar desta redução, detectando uma crescente diminuição neste filtro de ano para ano.

Mas nada passava por causas naturais, o uso de energia tem sido obtido sobretudo de combustíveis fósseis, como o gás natural, petróleo e carvão.

Essa utilização intensa dos materiais energéticos fósseis, aliado à agricultura intensiva e outros factores que alteram a biosfera, têm resultado num acréscimo mensurável da concentração de CO2 na atmosfera.

As árvores funcionam normalmente como um depósito para o CO2, após absorvê-lo, devolvem à natureza os resíduos em oxigénio.

Quando são derrubadas e queimadas....nada a fazer, por isso apressem-se eles que destroem, e continuem a queimar e a cortar.

"Vamos lá mas é dar cabo disto antes que venha aí um meteorito."

Então agora um meteorito que nunca cá esteve e que vem de fora, é que ia estragar isto não !!!....a gente sabe lá quem ele é.


Mago da Lua

sábado, 6 de outubro de 2007

Reikianismo Musical

A energia universal que nos chega ao chacra da coroa, conseguindo o feito da criação artistica, é, quando bem conduzida, ou não contrariada a essência do improviso e de toda a obra.

Deixo hoje aqui três videos que têm a mesma base comum, o primeiro é um video meu de 2001 em estudio, onde faço um pequeno improviso nos teclados, tudo fluio naquela altura.



O segundo video é do Rick Wakeman, na sua actuação do primeiro Album ABWH com o resto da malta dos Yes.

Não é uma improvisação total, é um tema já conhecido, mas com algumas variações muito interessantes sobre o mesmo.

De notar que a ovação do público é constante durante os quase seis minutos da apresentação, é sublime.



O terceiro video é de Vangelis em estudio com o seu fantástico set de sintetizadores, evoluindo por algumas improvisações de momento.



Com as devidas distâncias quase cósmicas e sem complexos, não quero fazer qualquer tipo de comparação entre os três videos, trata-se de trabalhos singulares cada um com as suas possibilidades e virtudes.

Apenas porque são ambos meus mentores desde criança, quis um post comum onde a improvisação está patente como base.

Há um principio do Tao, o mais importante para mim, que diz:

".. se deixarmos acontecer o que sai de nós sem contrariar ou controlar, estamos a ser autênticos, tendo unicamente uma "porta" aberta para continuar a receber essa comunicação do universo cósmico..."

No momento em que se cria, a nossa ligação com tudo o mais é transformada em algo que nos sai pelas mãos, não temos que pensar..."como vou fazer agora ??" .

Mago da Lua

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Collapse the Light Into Earth

"...A quem me dá luz, a quem não me deixa desistir, a quem se ficar fica tambem.
A quem me ilumina, a quem não me esquece quando parto..."

Quando conheci os Porcupine Tree, estava trabalhar na rádio, no programa Sons de Azul de que era co-autor e productor, na Rádio Azul em Setúbal.

No dia em que apresentámos vários temas do album "in Absentia" de que faz parte este "Collapse the Light Into Earth" com que fechámos o programa do "Sons", muitos ouvintes que estavam on-line ou via rádio a acompanhar a emissão, ligaram para a estação para agradecer a passagem deste tema e claro, a obter informação sobre o mesmo.
Não foi a única vez que isso aconteceu, mas nesse dia, teve um gostinho especial, que hoje já passado uns anos recordei ao colocar o post, é tão doce.

Obrigado "Luzinha", por ainda arranjares algum tempo e fazeres brilhar o meu coração em colapso.

won´t shiver in the cold
I would not let the shadows take their toll
I would not cover my head in the dark
And I would not forget you when we part
Collapse the Light Into Earth
I would not heal given time
I would not try to change your mind
I would not feel better in the cold light of day
But I´dn´t stop you if you wanted to stay
Collapse the Light Into Earth


Mago da Lua

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

I can only imagine

Somente um link, para algo que achei maravilhoso, colocado num blog de grande sensibilidade.
Trata-se do amor em viver para alguém, de uma vida dedicada a um filho, neste caso com paralesia cerebral.
Um veterano de guerra americano de 58 anos realiza a "Iron Man" levando consigo o seu filho....vejam com maior detalhe o vídeo e o texto, este momento está para lá de tudo quanto podemos imaginar.
clicar aqui
Obrigado "Adoa"....por revelar.
Mago da Lua

 
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