domingo, 2 de março de 2008

O Papiro de Ebers

As mais antigas fontes escritas médico-farmacêuticas são provenientes precisamente das civilizações da Mesopotâmia e Egipto. Na Mesopotâmia são constituídas por tábuas de argila gravadas com um estilete em escrita cuneiforme.
Esta técnica permitiu que estes documentos tivessem sobrevivido até à actualidade, como aconteceu com as bibliotecas de Hammurabi (c. 1700 a.C.) em Mari e de Assurbanípal (c. 630 a.C.) em Nínive.
O mais antigo documento farmacêutico conhecido é uma pequena tábua suméria executada por volta do último quarto do terceiro milénio, contendo quinze receitas medicinais e descoberta em Nippur.Além deste formulário apenas se conhece mais uma pequena tábua com uma única receita do período sumério, mas em contrapartida são conhecidas centenas de tábuas médicas datadas do primeiro milénio.
Entre 1974 e 1975 foi descoberta a biblioteca do palácio real de Ebla (Síria) com cerca de 20.000 tábuas de argila, muitas das quais com informação sobre os medicamentos utilizados na época.

No Egipto, além das inscrições referentes à medicina existentes em vários monumentos, as fontes escritas são principalmente papiros, um suporte constituído por fibras de papiro maceradas e aglutinadas até constituírem folhas compridas que se conservavam enroladas e eram escritas com a ponta de uma cana.

O carácter seco das areias do deserto permitiu que estas fontes resistissem aos anos.O papiro mais importante para a História da Farmácia é o Papiro de Ebers, mas outros existem com interesse farmacêutico como o de Hearst, o de Londres e o de Berlim, entre outros.

O Papiro de Ebers, do nome de Georg Ebers (1837-1898) que primeiro o estudou em 1875, data de c. 1550 a.C., tem mais de 20 metros de comprimento e inclui referências a mais de 7000 substâncias medicinais incluídas em mais de 800 fórmulas. Contrariamente ao que acontece nas fontes mesopotâmicas, as fórmulas egípcias, como as contidas neste papiro, são quantitativas. Este papiro, em escrita hierática, conserva-se actualmente na Universitats Bibliothek de Leipzig.

Mago da Lua

1 comentário:

Luh disse...

Adorei as informações... me foram muito válidas. Obrigada. Lu Vieira - Tupã/SP

 
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